Médicos teriam sido mortos porque "pregavam cristianismo". Os corpos foram encontrados na região nordeste do país
O Talibã assumiu, neste sábado, a morte de 12 pessoas em solo afegão, segundo a agência internacional de notícias Reuters. Os corpos foram encontrados na madrugada de sexta para sábado, mas é possível que eles estejam mortos desde quinta.
O grupo de médicos viajava pela região de Nuristan, ao norte do país e estavam voltando para Kabul depois de prestar atendimento médico para afegãos.
Zabihulla Mujahid, um porta-voz do Talibã, disse à Reuters que o grupo médico foi atacado porque estaria pregando o cristianismo. De acordo com Mujahid, bíblias traduzidas para a língua local foram encontradas com os extrangeiros.
Dirk Frans, diretor executivo da Missão de Assistência Internacional (IAM, sigla em inglês), disse que os corpos de cinco homens, três mulheres e dois afegãos correspondem com a descrição do grupo médico que trabalhava em Nuristan e perdeu contato com a IAM desde quarta-feira. O diretor disse ainda que o grupo era formado por seis americanos, um britânico, um alemão e quatro afegãos — dois dos quais escaparam com vida.
Perigo - Aqa Noor Kentuz, chefe de polícia da província de Badakshan que encontrou os corpos, disse que tentou alertar o grupo. "Antes de viajarem avisamos que seria perigoso acampar perto das florestas em Nuristan, mas eles disseram que eram médicos e que ninguém os machucaria", revelou o policial. Kentuz disse que os estrangeiros se identificaram como médicos enquanto passavam pelas cidades, mas relatórios anteriores diziam que eles poderiam ser turistas.
Segundo o governador da província de Nuristan, Jamaluddin Badr, o grupo já tinha visitado muitas cidades da região ajudando afegãos com cuidados médicos. O IAM se considera uma organização internacional cristã de caridade que tem ajudado os afegãos na área de saúde e desenvolvimento desde 1966.
(Com agência Reuters)
Devemos orar por eles...
